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O que é Capital de Giro?

O capital de giro está ligado diretamente à saúde financeira de uma empresa, por isso seu controle deve ser tratado como uma das prioridades para que a empresa se mantenha viva e continue proporcionando lucros para distribuir aos sócios.

 

Muitas pessoas se enganam quando pensam que o capital de giro é apenas o dinheiro em espécie e os saldos bancários disponíveis. Na verdade, ele é composto pelos recursos que sobram depois de quitar todas as contas, ou seja, é a diferença entre o Ativo Circulante (caixa, bancos, vendas à receber, estoques) e o Passivo Circulante (contas/fornecedores a pagar, salários a pagar e impostos à pagar). Exemplo:

  • Saldo do caixa = 1.000
  • Saldo bancário = 5.000
  • Vendas à receber = 15.000
  • Estoques = 10.000
  • Contas/Fornecedores à pagar = (8.000)
  • Salários à pagar = (12.000)
  • Impostos à pagar = (5.000)
  • Capital de Giro = 6.000

Qual a importância de ter o controle do Capital de Giro?

 

O capital de giro é utilizado para conseguir fazer boas vendas - oferecendo mais prazo para os clientes pagarem - para manter um bom estoque - não perder vendas por falta de produtos - e para conseguir boas negociações com fornecedores em compras à vista. Também é utilizado para manter as contas em dia em períodos de baixa nas vendas e para novos investimentos.

 

Como fazer?

 

Tudo começa com um bom planejamento, detalhando os gastos a curto e longo prazo e as possíveis entradas de dinheiro. É preciso manter um controle rigoroso para saber se tudo está saindo como o planejado. Veja no exemplo citado acima.

 

Vai abrir uma nova empresa?

 

Considere um valor maior no investimento inicial destinado ao capital de giro, pois nos primeiros meses boa parte do faturamento pode ser destinado à pagar parcelas de investimentos iniciais. Então ter uma boa reserva de capital de giro no início será muito importante para a empresa poder se manter até conseguir atingir o ponto de equilíbrio.

 

Veja 5 dicas do SEBRAE sobre o capital de giro:

 

  1. Identifique e corte gastos: Descubra custos que podem ser diminuídos e faça o que for necessário para cortá-los. Fique sempre atento ao fluxo de caixa para manter as finanças em dia, pois empresas muitas vezes fecham as portas pela má administração do capital de giro.
  2. Tenha muita disciplina: Não use seu capital de giro para cobrir alguma despesa pessoal e deixe de repor a mesma quantia em caixa, isso pode ser o começo da sua ruína. Seja "chato" com o seu controle financeiro, reduzindo possíveis riscos futuros.
  3. Saiba negociar com fornecedores e clientes: Em relação aos fornecedores, procure as formas de pagamento mais confortáveis, com um aumento de prazo ou, se à vista o preço ficar mais barato, verifique se esse esse desconto cabe no seu planejamento de capital de giro. Para os clientes, tente sempre que possível reduzir os prazos de pagamento. É difícil, já que os concorrentes podem oferecer condições de pagamento melhores que a sua. No entanto, não custa tentar.
  4. Antecipe pagamentos a receber: Para ter mais dinheiro em caixa, você pode procurar instituições financeiras e receber delas os valores que teria somente no futuro. Mas, tome cuidado! Fique atento às taxas de juros cobrados por esse serviço e veja se realmente vale a pena para o seu negócio.
  5. Faça um empréstimo: Se a sua empresa precisa pagar dívidas e não tem dinheiro em caixa, o empréstimo é uma alternativa. Contudo, aqui entra novamente o planejamento. Não procure esse serviço se sua empresa não possui garantias futuras para quitá-lo. Pesquise os menores juros do mercado e não faça dessa alternativa um hábito. Corrija os procedimentos de compra e venda para conseguir ficar no azul com seu capital de giro, sem precisar recorrer a meios que podem fazer suas dívidas aumentarem mais ainda.

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